terça-feira, 8 de maio de 2018

Tipos de injeções anestésicas



No consultório odontológico, o mais comum é a utilização das anestesias locais. Procedimentos que exigem anestesia geral, envolvendo sedação do paciente, são mais invasivos e exigem a presença de uma equipe multidisciplinar, composta pelo cirurgião buco-maxilo-facial e pelo médico anestesista.
É o próprio dentista que faz a aplicação do anestésico, tranquilizando o paciente quanto à ausência de dor durante toda a consulta.

Para isso, o dentista pode utilizar uma injeção ou optar pelos anestésicos tópicos em forma de gel ou creme, que são colocados sobre o local a ser anestesiado apenas com o uso dos dedos.

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Tipos de injeções anestésicas
Infiltração local:
  • Anestesia loco-terminal
  • Bloqueio de pequenas terminações nervosas
  • Área limitada
Bloqueio de campo:
  • Anestesia loco-terminal
  • Bloqueio de ramos nervosos terminais maiores
  • Anestesia circunscrita
Bloqueio de nervo:
  • Anestesia loco-regional
  • Bloqueio de um tronco nervoso principal
  • Anestésico injetado em local distante da área a ser tratada
Ex.: anestesia do nervo alveolar inferior
Técnicas anestésicas
Anestesia tópica
  • Uso de anestésicos tópicos não injetáveis
  • Anestésico absorvido pela mucosa
  • Efeito bastante superficial e de curta duração
Ex.: gel anestésico
Obs: passar com bolinha de algodão ou cotonete no anestésico e depositar no local de pulsão (local onde terá a penetração da agulha) – durante 1 ou 2 minutos.
Anestesia Submucosa
  • Anestesia inicial dos tecidos moles bucais
  • Preparatória para outras técnicas mais profundas
  • Introdução do bisel da agulha – cerca de 1,5 mm
    Agulha curta ou longa
Ex.: exame de furcas, isolamento absoluto e outras técnicas mais simples.
Obs: apenas 2 ou 3 gotas do anestésico, espera um pouco e introduza o resto, ou pode até retirar e continuar depois.
Técnica Anestésica Supraperiosteal
  • Anestésico depositado próximo ao periósteo
  • Depende da porosidade óssea para se infiltrar até o dente
  • Eficaz em dentes superiores e anteroinferiores
  • Anestesia circunscrita – ótimo para bloqueio de único dente.
  • Bloqueio de polpa, área da raiz do dente, periósteo vestibular, tecido conjuntivo adjacente e membrana da mucosa
  • Não funciona bem em incisivos centrais superiores
  • Técnica simples e com alta eficácia
  • Pouco traumática (tecidos)
  • Eficaz na maxila e com restrições na mandíbula
  • O sucesso da técnica depende da difusão do anestésico pelo periósteo e osso adjacente
Contra indicado em:
  • Bloqueio de grande áreas
  • Áreas infeccionadas ou com inflamação aguda
Dificuldade em:
  • Aérea de osso denso
  • 1º Molar Superior permanente em crianças
  • Incisivo Central Superior em adultos
Equipamento:
  • Seringa carpule
  • Agulha curta calibre 25 ou 27
Pontos de referência:
  • Prega muco-vestibular
  • Coroa do dente alvo
  • Contorno radicular
Procedimento Inicial:
  • Antissepsia local: PVPI ou Clorexidina
  • Anestesia tópica (aplicar gel anestésico por 1 ou 2 min)
  • Levantar o lábio e tencionar o tecido
  • Seringa paralela ao longo eixo do dente
  • Introduzir a agulha até que fique na altura do ápice alvo
  • Aspirar (para evitar acidentes)  – solta-se o êmbolo
  • Injetar lentamente 1 terço a meio anestube
  • Retirar agulha lentamente
  • Aguardar cerca de 3 -5 minutos para iniciar o procedimento operatório
Bisel: voltado para o osso.
Anestesia intraligamentar ou injeção no ligamento periodontal
  • Anestesia de apenas um dente
  • Injetar anestésico sob pressão no ligamento periodontal
  • É uma técnica complementar, principalmente na mandíbula
  • Duas a 3 gotas no ligamento
    Agulha Curta ou extra-curta
Obs: a agulha entra no sulco gengival paralelamente, atingindo as fibras periodontais mais cervicais.
Anestesia Intrasseptal
  • Variante da anestesia intraligamentar
  • Anestesia óssea e de tecidos moles
  • Introdução da agulha na papila interdentária
  • Atinge crista óssea
  • Indicação para técnicas cirúrgicas periodontais
  • Pode ser usada como técnica complementar principalmente na mandíbula
    Agulha curta
Anestesia Intraóssea
  • Indicada para dentes isolados, principalmente molares inferiores
  • Eficaz em caso de falhas de outras técnicas
  • Orifício no osso
  • Injeção de anestésico no trabéculo ósseo
  • Mucosa deve estar bem anestesiada
  • Técnica complementar, principalmente na mandíbula
    Agulha curta
Obs: com uma broca 10/11 – fazer um furo e depois injetar anestésico.
Anestesia intrapulpar
  • Injeção de anestésico diretamente na polpa dental
  • Eficaz em qualquer dente vital
  • Indicação de pulpectomia de molares inferiores
  • Técnica complementar, principalmente na mandíbula
    Agulha curta
Indicação: endodontia.
Quanto mais devagar, menos dor o paciente irá sentir.
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1 - Dominar o armamentário & instrumental;
2 - Conhecer as soluções anestésicas;
3 - Ter confiança em determinar a dose máxima;
4 - Conhecer todas as técnicas anestésicas;
5 - Saber reconhecer e lidar com complicações sistêmicas e locais. 

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