sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Papel do enfermeiro na Cardiologia

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A responsabilidade profissional exige que os enfermeiros incorporem em suas decisões e recomendações clínicas, ações que reflitam tais evidências. É nessa perspectiva que o enfermeiro que atua na Cardiologia deve desenvolver formas específicas para o cuidado clínico e cirúrgico.
Dessa forma, implantar ações que permitam ao profissional desenvolver habilidades, identificar o problema, ou o risco, para o problema, e assim estabelecer atendimento preciso. Garantir plano de intervenções que busque a solução, ou mesmo controle do problema, prevenindo complicações e retardando possíveis agravos, é desafio permanente, na atuação do enfermeiro, junto com sua equipe.
Paralelas às questões da gestão do cuidado com o paciente e na mesma hierarquia de importância, estão as questões relacionadas à gestão das políticas de atenção e gerenciamento dos serviços e as parcerias com os profissionais de diferentes áreas da saúde.
As alterações cardiovasculares são, em sua maioria, de causas multifatoriais e multidisciplinares, exigindo intervenções de diferentes profissionais da saúde, o que, muitas vezes, exige do enfermeiro o gerenciamento dessas intervenções para melhor abordagem.
Para cuidar de pacientes com alterações cardiovasculares, é necessário conhecimentos específicos e atualizados, desenvolvimento contínuo da habilidade que permite identificar o problema real e o risco para o problema, levando em consideração a prevenção de outras alterações e a promoção da saúde.
Para que o enfermeiro possa garantir excelência no desempenho de suas funções, utiliza o processo de enfermagem em seu cotidiano, que contribui sobremaneira na construção de evidências do conhecimento em enfermagem, condição imprescindível para a produção, evolução e inovação do conhecimento, garantindo os avanços. Por isso, deve ser valorizado na assistência, no ensino e na pesquisa.
O processo de enfermagem é um método de solução de problemas, organizado para ajudar o enfermeiro a abordar de forma lógica as situações que podem causar danos. Esse método exige do enfermeiro conhecimento, raciocínio para garantir julgamento clínico, que permita identificar uma série de possibilidades, e permite identificar a melhor solução para o problema identificado e não apenas a chegar a uma decisão rápida, precipitada e, às vezes, frágil.
O processo de enfermagem é formado por cinco etapas: coleta de dados, diagnóstico, planejamento, implantação e avaliação. Por se tratar de processo, as etapas ocorrem de forma contínua, dinâmica e inter-relacionada. Cada etapa depende da exatidão da realização da anterior.
A coleta de dados permite identificar informações do paciente, da família e da comunidade, evidenciando assim problemas, ou riscos, além de evidenciar pontos fortes na pessoa, ou no grupo. Para realizar a coleta de dados, o enfermeiro deve desenvolver sua habilidade de interação através da entrevista, ficar atento à queixa principal, direcionar o exame físico, aprofundar o conhecimento da semiologia e semio-técnica, utilizando interação, observação e mensuração.
Para o diagnóstico, o profissional busca o desenvolvimento do raciocínio crítico aliado ao julgamento clínico, pois é a partir dos dados coletados, durante a investigação, levando em consideração os dados do prontuário e os relacionados à comunidade, que identifica problema, risco, ou ponto forte.
O planejamento abrange várias atividades: identificar metas, estabelecer objetivos, identificar e selecionar ações, ou intervenções, e com isso estabelecer plano de cuidados. Implantar o cuidado planejado inclui a documentação do cuidado executado. A avaliação permite decidir se as intervenções realizadas alcançaram os objetivos, garantindo a solução do problema.

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